LUTO PARENTAL POR ÓBITO FETAL

Por:

Isabela Cristina Veroneze Mezzavila CRP 08/17540

É fato que todo e qualquer tipo de aborto pode resultar em um intenso e significativo sofrimento psíquico. Contudo, falaremos aqui sobre o aborto espontâneo que, embora a gestação possa ser interrompida a qualquer momento, esse acontecimento é mais comum nos três primeiros meses.

Sabe-se que a parentalidade começa a ser construída desde a infância, ou seja, muito antes da concepção o bebê já ocupa um lugar na consciência e na vida dos pais. E por esse motivo, somado ao fato de que cada pessoa vivencia a dor conforme sua subjetividade, não é possível determinar em qual momento da gestação a morte do feto é mais dolorida para os pais.

A maternidade é vista como símbolo de vida e alegria, e a morte de um bebê se contrapõe a ela pois interrompe sonhos, idealizações e desejos, já que ninguém espera perder um filho. E isso pode gerar uma dor insuportável, além de desencadear diversos sentimentos como fracasso, culpa e inúmeras frustrações. Os familiares e a sociedade em geral, além dos profissionais de saúde, ainda possuem grande dificuldade em lidar com a morte de maneira natural e, assim, não se permite a estes pais que vivenciem seu luto de maneira adequada e os levam a reprimir a dor.

“E é nesse contexto, permeado pela falta de espaço para a expressão da dor, que as repercussões emocionais diante da ocorrência do óbito fetal começam a ser relegadas e a elaboração do luto não é processada psiquicamente” (Bartilotti, 2007).

Dessa maneira, a permissão e o favorecimento da expressão dos sentimentos pela equipe de saúde, familiares e amigos, grupos de apoio e atendimento psicológico contribuem para que haja uma melhor elaboração do luto do filho perdido.

Fonte: Bartilotti, M. R. M. B. (2007). Intervenção psicológica em luto perinatal. In F. F. Bortoletti (Org.). Psicologia na prática obstétrica: abordagem interdisciplinar. São Paulo: Manole.

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